As esculturas de ferro da baiana Rebeca Carapiá, deslizam sobre um dos lagos de Inhotim. A artista confeccionou as peças no próprio museu. A exposição ‘Apenas Depois da Chuva’ é um trabalho de dois anos.
“Eu venho dessa realidade das enchentes. Com isso, eu aprendi a navegar e então nessa instalação eu estou trazendo essa água nos pés encharcados, né, que vai até o Piauí, vai até São Raimundo Nonato, caminha nesse nordeste profundo e deságua aqui em inhotim”, comenta Rebeca.
Museu Inhotim recebe exposições para compreender o tempo e preservação do meio ambiente — Foto: Reprodução/TV Globo
Na galeria Mata, a mineira Rivane Neuenschwander se inspirou na própria infância para criar a exposição ‘Tangolomango’, que convida o público a brincar com o imaginário e, ao mesmo tempo, refletir sobre temas atuais, como a preservação do meio ambiente.
“É uma obra aberta que está sempre mudando e eu acho que esse é um dos grandes privilégios de estar trabalhando aqui em Inhotim, porque são muito poucos os espaços que permitem o artista fazer alguma coisa experimental”, diz a Rivane.
“Achei muito emocionante todo o trabalho, a gente sente uma energia. Não sei nem descrever, gente. Achei realmente…eu fiquei emocionada”, comenta a engenheira Angela Paolucci.
Museu Inhotim recebe exposições para compreender o tempo e preservação do meio ambiente — Foto: Reprodução/TV Globo
Inhotim tem um dos acervos de arte contemporânea mais importantes do mundo. Quem visita o museu, tem acesso a diversos tipos de arte que vão além do visual, é o que propõe a suiça Pipillot Rist nesta instalação.
No museu, o visitante fica bem à vontade e caminha para uma experiência que mexe com todos os sentidos.
O filme ‘Homo sapiens sapiens’ foi gravado em Inhotim há quase 20 anos, antes mesmo da inauguração do museu. É a primeira vez que é exibido no local.
Museu Inhotim recebe exposições para compreender o tempo e preservação do meio ambiente — Foto: Reprodução/TV Globo
É a arte inquieta de três grandes artistas.
“Cada uma com uma expressão distinta, elas estão falando sobre corpo, elas estão falando sobre meio ambiente, elas estão falando sobre política, história e sobre nossa memória. Essas narrativas, que chegam agora, elas fazem uma contribuição muito grande para a gente entender nosso tempo”, diz Júlia Rebouças, diretora artística de Inhotim.
E, claro, é uma experiência inesquecível.
“Esse convite de andar e apreciar as obras e, ao mesmo tempo, estar aqui integrado com a natureza, é muito majestoso poder ver isso aqui tão de perto”, comenta Elisa Santiago, comunicadora que visitava o museu.
Museu Inhotim recebe exposições para compreender o tempo e preservação do meio ambiente — Foto: Jornal Nacional


