Recém-consagrado com o Globo de Ouro, Wagner Moura fez duras críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro ao comentar a importância de o cinema brasileiro continuar abordando o período da ditadura militar. Em entrevista após a premiação, o ator afirmou que o autoritarismo ainda é uma ferida aberta no país e associou diretamente o bolsonarismo aos resquícios do regime militar.
“A ditadura ainda é uma cicatriz aberta na vida brasileira. Isso aconteceu há apenas 50 anos”, disse Moura. Segundo ele, o Brasil viveu recentemente uma prova de que esse passado não ficou para trás. “De 2018 a 2022, tivemos um presidente de extrema-direita, fascista, que é uma manifestação de ecos da ditadura”, declarou.
Para o ator, a permanência desses valores no cenário político mostra que o tema segue atual e necessário. “A ditadura ainda está muito presente no cotidiano brasileiro. Então temos que continuar fazendo filmes sobre isso”, afirmou, defendendo o papel do cinema como instrumento de memória, denúncia e resistência democrática.
A fala de Wagner Moura ocorre no momento de maior projeção internacional de sua carreira e do cinema nacional, após a vitória histórica no Globo de Ouro. O posicionamento político explícito reforça o tom crítico do ator, conhecido por não evitar embates públicos e por associar sua trajetória artística à defesa da democracia e ao combate ao autoritarismo.
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