A mudança na regra sobre quem precisa fazer entrevista presencial para tirar o visto americano, como o de turismo, foi aprovada pelos Estados Unidos em julho. Ela começaria a valer em 2 de setembro, mas foi adiada.
Quando a mudança entrar em vigor, mesmo solicitantes menores de 14 e maiores de 79 anos vão precisar passar por essa etapa. Mas há exceções (veja abaixo).
Até então, pessoas nessas faixas etárias geralmente não eram obrigadas a comparecer a uma entrevista. A mudança vale para cidadãos de todos os países que precisam de visto para entrar nos EUA, incluindo os brasileiros.
A novidade foi anunciada pelo site oficial do Departamento de Estados dos EUA, há cerca de um mês, e, no início de agosto, pela Embaixada dos EUA no Brasil, na rede social X.
Mesmo se a alteração for implementada, os EUA mantiveram algumas exceções de categorias que continuariam dispensadas da entrevista. Confira:
- solicitantes de vistos diplomáticos ou oficiais;
- candidatos de vistos A-1, A-2, C-3 (exceto empregados domésticos), G-1, G-2, G-3, G-4, NATO-1 a NATO-6 ou TECRO E-1 — geralmente usados por organismos internacionais e militares;
- quem vai renovar um visto B-1, B-2 ou B-1/B-2 (turismo/negócios de curta duração) que ainda está válido ou expirou há menos de 12 meses e tinha pelo menos 18 anos quando o visto anterior foi emitido.
Para essa última exceção valer, o solicitante ainda precisa:
- fazer o pedido no seu país de nacionalidade ou residência;
- nunca ter tido um visto recusado (a menos que tal recusa tenha sido superada ou dispensada);
- não ter inelegibilidade aparente ou potencial (EUA não descrevem quando isso aconteceria).
⚠️Atenção: mesmo nessas situações, o consulado pode solicitar entrevista, se considerar necessário.
Foto mostra um carimbo de visto em um passaporte estrangeiro em Los Angeles, nos EUA, em 6 de junho de 2020. — Foto: Chris Delmas/AFP
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O valor total, que hoje é de US$ 185 (R$ 1.028), subiria para US$ 435 (R$ 2.419) com a nova taxa.
A cobrança, chamada Visa Integrity Fee, faz parte do pacote “One Big Beautiful Bill”, sancionado pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Em alguns casos, a taxa pode ser reembolsada.
No entanto, o governo americano ainda não divulgou a data de implementação da nova taxa.
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