Apesar de o inglês ser a língua mais falada nos Estados Unidos, o país não tem um idioma oficial estabelecido por sua Constituição por conta de sua tradição em receber imigrantes e o modelo de integração deles. Os EUA historicamente adotam um modelo multicultural de integração, que se baseia na mistura de culturas e idiomas distintos.
Vários estados — que nos EUA têm autonomia para legislar sobre questões de idioma — já adotavam o inglês como língua oficial, mas esta será a primeira vez na história do país que a língua também será oficial de forma nacional.
De acordo com o rascunho do decreto ao que a agência de notícias Associated Press teve acesso, a ordem executiva que Trump pretende assinar vai mais além e também proíbe que qualquer tipo de comunicação e atendimento em órgãos federais seja feito em outro idioma que não o inglês.
Atualmente, qualquer órgão público dos EUA é obrigado a oferecer atendimento em outros idiomas a pessoas que não falam inglês, uma medida que foi estabelecida também através de uma ordem executiva do ex-presidente do país Bill Clinton.
O texto novo decreto de Trump, segundo o Wall Street Journal, afirma que a intenção ao tornar o inglês o idioma oficial é “promover a unidade e eficiência no governo e fornecer um caminho para o engajamento cívico”.
Os Estados Unidos têm diversas comunidades numerosas de imigrantes que se comunicam em idiomas como espanho, chinês e árabe, de acordo com o próprio governo norte-americano. Atualmente, os latino-americanos nos Estados Unidos constituem 19% da população total dos EUA e são o segundo maior grupo étnico, ainda de acordo com dados do governo.
O presidente dos EUA ainda não havia se pronunciado sobre a nova ordem executiva até a última atualização desta reportagem.
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