“É como se esse cara estivesse… fazendo coisas que são problemáticas, tirando a checagem dos fatos”, disse Eisenberg ao programa Today da BBC Radio 4. “[Há] preocupações com a segurança. Tornando as pessoas já ameaçadas no mundo ainda mais ameaçadas.”
Mas Eisenberg disse à BBC News que estava preocupado. “Essas pessoas têm bilhões e bilhões de dólares, mais dinheiro do que qualquer ser humano já acumulou e o que estão fazendo com isso?”, questionou.
“Ah, eles estão fazendo isso para ganhar o favor de alguém que está pregando ódio.”
“É o que eu acho… não como uma pessoa que atuou em um filme. Penso nisso como alguém casado com uma mulher que ensina justiça para pessoas com deficiência em Nova York e cuja convivência com seus alunos vai ficar um pouco mais difícil este ano.”
Confira o trailer do filme ‘A Rede Social’
A mudança da Meta ocorreu quando Zuckerberg e outros executivos de tecnologia buscavam melhorar as relações com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, antes de sua posse.
Trump e seus aliados republicanos criticaram a política de checagem de fatos da Meta, como censura de vozes de direita.
Depois que as mudanças foram anunciadas, Trump disse em uma entrevista coletiva que ficou impressionado com a decisão de Zuckerberg e que a Meta havia “percorrido um longo caminho”.
Ele processou a empresa e Zuckerberg, em 2021, pela suspensão de suas contas após os tumultos no Capitólio em 6 de janeiro.
Indicação ao Oscar
Mark Zuckerberg anunciou o fim da checagem independente de fatos no Facebook e Instagram — Foto: Reuters/BBC
Eisenberg está promovendo “A Real Pain”, que ele escreveu, dirigiu e no qual atua — uma comédia dramática sobre dois primos que viajam juntos para a Polônia para visitar locais históricos do Holocausto para homenagear a falecida avó.
A avó é inspirada em Doris, tia de Eisenberg na vida real, e a obra foi filmada na casa em que a família morava, na Polônia.
No filme, os primos lutam para conciliar seus próprios problemas da vida moderna com o pano de fundo de um dos eventos mais devastadores e horríveis do século 20.
O roteiro de Eisenberg recebeu uma indicação ao Oscar, assim como seu colega de elenco, Kieran Culkin.
“Netos de sobreviventes do Holocausto devem acordar todas as manhãs, sair e beijar o chão por estarem vivos e agradecer a qualquer deus a quem rezem — já que o mundo não queria que eles estivessem vivos”, disse Eisenberg ao Today.
Ele disse que “tentou se conectar a coisas maiores” desde que fez o filme. “Eu vivo em um mundo que parece hedonista, minha vida talvez seja fácil demais.”
Também acrescentou que era essencial que o filme tivesse um toque cômico. “Seria tão hipócrita se não tivesse qualquer humor.”
Eisenberg também foi indicado ao Oscar por sua interpretação de Zuckerberg em “A Rede Social”.



